Despertar da consciência

#ricardobarreto #culturadevalor #valor #cultura #aforismos #consciência #ParamahansaYogananda #KriyaYoga #filosofia #Deus #consciência #imanência #diálogosmitológicos

Perfazendo uma breve análise histórica do pensamento, a “chave” de todos os conceitos e práticas que serão por mim apresentados, encontramos primeiramente na filosofia grega da antiguidade a arte da dúvida que nos impulsiona à busca pela sabedoria e o tal “mundo das ideias” de Platão que retomaremos mais a frente em outro contexto…

Uma pena que depois desta época áurea do pensamento lógico sucederam-se muitos anos na “idade das sombras” em que a teologia, contrariamente, voltou a nos aprisionar em pseudoverdades ditas religiosas, mas que resvalaram em pouquíssimo resultado prático em termos de uma verdadeira evolução da alma.

Este período de trevas para a humanidade que durou aproximadamente 18 séculos, só começou a desvanecer com o surgimento da psicologia moderna, pautada pelas técnicas da psicanálise que propiciaram às pessoas uma visão mais crítica das suas emoções, despertando o entendimento de como elas afetam a psique humana.

Mais recentemente, já no século XX, aconteceu algo inusitado: a ciência milenar da Yoga, inspirada na literatura védica, chegou finalmente com força ao ocidente. Pelas palavras do guru Paramahansa Yogananda, fomos bem além do entendimento das emoções oriundas do subconsciente, permitindo pela primeira vez o controle da consciência através das técnicas de meditação que propiciam a autorealização, numa constante busca de conexão com o Criador.1

É a partir deste ponto de interseção das ciências cognitivas com a ciência da Kriya Yoga que pretendemos avançar em nossas reflexões e proposições.2 Deve-se ter em mente que a presente obra trata-se de uma busca individual (e não individualista) que pode servir a todos aqueles que se identifiquem com a importância da consciência e de suas inúmeras facetas de interação com os planos físicos e extrafísicos, bem como sua trajetória a caminho da imanência.

Os trabalhos apresentados não se basearam em pesquisas exaustivas, carecendo assim de estudos científicos confirmatórios. São frutos, outrossim, de processos naturais da mais pura reflexão, sempre pautados pela seleção e inspiração inerentes de uma quietude da mente que só pode ser elicitada nos momentos introspectivos, este estado da psique humana que os estudiosos chamam de “estado de fluxo”.3

Esta obra, portanto, é muito mais filosófica do que científica! Muito mais intuitiva do que pragmática!! Muito mais especulativa e propositiva do que afirmativa e impositiva!!!

Não encontrarão aqui tantas referências, quando muito um esclarecimento ou uma citação deste ou daquele conceito que possa ser aprofundado através de uma fonte de consulta rápida, priorizando sempre que possível aquelas digitais que são acessíveis gratuita e instantaneamente pela internet.

O formato literário dos aforismos nem um pouco trivial nos dias de hoje, com máximas de cunho moral ou filosófico, inspirou-se em Baltasar Graciás, este padre jesuíta e professor de teologia, condenado pela sua ousadia a pão e água e enterrado em vala comum pela santa Igreja, fora idolatrado por ninguém menos que um Nietzsche ou Schopenhauer.4

Eu diria que o aforismo é, na verdade, um diálogo consigo mesmo, uma reflexão introspectiva que deve servir em última análise para o conhecimento comum, algo assim dicotômico como o diálogo mitológico entre Eco e Narciso:5

- Há alguém aqui?- Aqui! - respondeu Eco. Narciso olhou em volta e não viu ninguém. Queria saber quem estava se escondendo dele, e quem era a dona daquela voz tão bonita.
- Vem - gritou.- Vem! - respondeu Eco.
- Por que foges de mim?- Por que foges de mim?- repetiu
- Eu não fujo! Vem, vamos nos juntar!- Juntar! - a donzela não podia conter sua felicidade ao correr em direção do amado que fizera tal convite.
Narciso, vendo a ninfa que corria em sua direção, gritou:- Afasta-te! Prefiro morrer do que te deixar me possuir! - Me possuir... - disse Eco.

Que o tempo, irresoluto e infindável, nos ajude a nutrir estas linhas com algo que valha. Que elas aconteçam e amadureçam naturalmente na minha mente e de cada leitor, consciências assim conectadas pela busca da autorealização, pela compreensão da imanência e pela aceitação de que não precisamos compreender Deus, basta conectar-se a ele!

A inspiração simplesmente acontece e, como tal, não pode ser forçada e sim induzida. Uma linha de inspiração vale mais do que mil palavras forçosamente ditadas… Espero, por fim, que apreciem comigo esta jornada de pura reflexão, sem verdades preconcebidas, sem rebusques e, o mais importante, sem pestanejar! A maior de todas as jornadas reside dentro de nós mesmos. É a jornada da consciência rumo ao Criador, rumo à imanência. 

Créditos:

Autoria por Ricardo Barreto

Da obra no prelo CULTURA DE VALOR: aforismos para uma vida plena

Gostou? Mãos ao BUZZ nas redes!

Saiba mais:

1. Paramahansa Yogananda viveu entre 1893 e 1952, sendo reconhecido como um dos maiores emissários da antiga sabedoria indiana no Ocidente. Sua vida e seus ensinamentos continuam sendo uma fonte de inspiração e de luz para pessoas de todas as raças, culturas e credos. Para detalhes sobre as experiências maravilhosas da sua vida, não deixe de conhecer e decifrar sua obra clássica intitulada Autobiografia de um Yogue, publicada em português em 2008 e reeditada em 2013 pela Sociedade de Autorealização (vide nota 1). Adicionalmente, para um resumo sobre sua vida e obra, acesse AQUI.

2. Segundo a Sociedade de Autorealização, entidade fundada por Paramahansa Yogananda em 1920, a Kriya Yoga consiste em técnicas avançadas de meditação, cuja prática regular conduz à união com Deus e à libertação de todo tipo de escravidão da alma. É a técnica régia ou suprema de yoga, a união divina. Para mais detalhes acesse AQUI.

3. O estado de fluxo foi proposto como teoria na década de 1970 pelo psicólogo húngaro Mihaly Csikszentmihalyi e designa o estado de consciência em que a mente e o corpo encontram-se em perfeita harmonia. Para detalhes, assista ao TED.

4. Gracián y Morales, Baltasar, A arte da sabedoria [tradução por Luis Roberto Antonik], 1a ed. Barueri, SP: Faro Editorial, 2018.

5. Acesse AQUI,  um blog de humanidades em destaque: reflexões filosóficas, históricas, sociológicas e literárias (acessado em 1.11.2015 às 16:54h).

O racionalista livre-pensador

#ricardobarreto #culturadevalor #valor #cultura #gandhi #destino #livre-pensador #filosofia #Yoga #samadhi #Deus #alma #espírito #karma #féraciocinada #ParamahansaYogananda

Há tempos tenho para mim, como grande desafio, escrever sobre a fé. Pode parecer piegas demais para quem está numa linha de pensamento voltada para filosofia e nem tanto para religião, mais propriamente na abordagem dogmática e não a libertadora que verdadeiramente nos conecta a Deus!

Quero abordá-la aqui em seus diversos estágios: desde a fé “cega” até a “raciocinada”, sem discriminação de sorte alguma. Com um pouco mais de ousadia, quero aventurar-me a escrever sobre a verdadeira jornada evolutiva de cada ser humano rumo ao “autoconhecimento”, ou melhor, à sua “autorealização” como já apregoava o meu guru indiano Paramahansa Yogananda.1

Figura. Yogananda visitando Gandhi na Índia em 1936.

           

O samadhi

Quero falar da nossa busca quase que instintiva pelos estados de EACs – Estados Alterados de Consciência que nada mais são do que estados gradativos de conexão com o universo, ou com o Criador melhor dizendo, aos quais a sabedoria indiana já sinalizava há milênios pela palavra samádi do sânscrito, que significa a “meditação completa”, ou o estado de concentração e quietude plena da mente.

Veremos que esta busca constante pelo samádi nos levará, inexoravelmente, à sutil compreensão do conceito de imanência. E tal compreensão irá nos encher de valores nos planos físico e extrafísico, estabelecendo uma conexão irreversível com o Criador.

Os mais incrédulos, aqueles que sempre dizem que precisam “ver para crer”, podem achar que as pessoas não mudam. Para os racionalistas livre-pensadores, como digo que o sou, é que nosso único juíz é a própria consciência governada pelo espírito ou a alma. É ela, somente ela e mais nenhum outro dito pastor, guru ou profeta, que “colocará o dedo nas nossas feridas”. E é ela mesma, acreditem, que também nos apontará o caminho. Somos 100% responsáveis pelo nosso destino!

Tal busca e compreensão independe de religião ou credo, estando relacionada, outrossim, ao propósito maior da nossa própria existência. Aquela que podemos chamar de uma viagem com origem e destino marcados: a Fonte.

Temos ainda que admitir o fato inconteste de que fomos criados um dia como espíritos puros e ignorantes, “à imagem e semelhança do Criador” (Gênesis 1:26-27). Se até a ciência admite premissas teóricas (e não são poucas), por que nós, pretensos filósofos racionalistas ou iogues praticantes, não poderíamos adotar as nossas?

Bem, ao continuar no campo das suposições filosóficas, assumamos que ao longo da jornada evolutiva, através das inúmeras interações que experimentamos com outros seres conscientes, adquirimos “impressões energéticas” que precisam ser literalmente “apagadas” para podermos retornar à Fonte livres de karma.2

§

Pensava eu, portanto, que só estaria apto a escrever sobre a fé quando a sabedoria fosse capaz de aguçar o discernimento acumulado em uma existência repleta de experiências, construtivas e destrutivas em valor, mas que fossem acompanhadas de momentos de profunda reflexão.

Não importa seu “tipo psicológico”. Não é preciso ser daquele “introspectivo intuitivo” junguiano. Acontece que a verdadeira sabedoria não se acumula no espectro limitado de interações de uma única existência. Em verdade, não devemos considerar se alguém é ou não sábio. Isto é uma falácia e das mais perigosas… É como a água: ela simplesmente o é. E pronto. Somos substância, substância divina!

Créditos:

Autoria por Ricardo Barreto

Da obra no prelo CULTURA DE VALOR: uma dialética introspectiva

Gostou? Mãos ao BUZZ nas redes!

Saiba mais:

1. Paramahansa Yogananda viveu entre 1893 e 1952, sendo reconhecido como um dos maiores emissários da antiga sabedoria indiana no Ocidente. Sua vida e seus ensinamentos continuam sendo uma fonte de inspiração e de luz para pessoas de todas as raças, culturas e credos. Para detalhes sobre as experiências maravilhosas da sua vida, não deixe de conhecer e decifrar sua obra clássica intitulada Autobio-grafia de um Yogue, publicada em português em 2008 e reeditada em 2013 pela Sociedade de Autorrealização. Adicionalmente, para um resumo sobre sua vida e obra, acesse AQUI.

2. As religiões orientais chamam estas “impressões energéticas” de karma. O importante é reconhecer que elas atrapalham o estabelecimento de conexões geradoras de valor no plano extrafísico com outros seres conscientes e especialmente com Deus. 

Busca insondável

#ricardobarreto #culturadevalor #valor #cultura #gandhi #destino #ciênciadefronteira #filosofia #Yoga #KriyaYoga #Deus #alma #ImmanuelKant #ParamahansaYogananda

Nesta “busca insondável”, exalto ninguém menos que Gandhi, este ser iluminado que no brindou com o seguinte alerta:

“Seus valores tornam-se o seu destino”

Eu já não acreditava mais em destino, nem tampouco em espiritualidade tal como vista pela grande maioria das pessoas. Caro leitor, peço encarecidamente que não me julgue mal. É muito difícil mesmo de admitir isso…

Seria tão incrivelmente mais fácil se minhas crenças fossem estáveis, assim como o Hélio ou o diamante o são! Mas será que estes “corpúsculos”, ícones da realidade material, física propriamente dita, são mesmo tão estáveis assim?!

O racionalista

            Não adianta forçar. Prevalece sempre, pelo menos para mim, o universo científico e a nossa “busca insondável” pela compreensão dos fenômenos mais escusos à instrumentação humana, ao que chamo de “ciência de fronteira”.

Acredito, outrossim, num único fato, mesmo que ainda contando com explicações ou comprovações limitadas à experiência individual ou transcendental:  

Tudo que você possa imagina, existente ou não, detectável ou não, idealizado ou sentido, enfim, tudo mesmo está intimamente entranhado por leis naturais, ou divinas, conhecidas pela ciência ou não.

            Digo tanto a realidade física como a extrafísica, o dito “espiritual” e o palpável “material”, a vida e a morte, a dor e o amor! Pode ter certeza que esta é uma rede de interações muito mais entranhada e poderosa do que a “internet da coisas” e até a “internet das pessoas”!!!

Fica patente que estou pendendo mais para linha contrária, aquela vista equivocadamente como “materialista” e que, na verdade, distingue-se por procurar encarar os fatos como o são, dentro da realidade cósmica e universal, em verdade a única que existe.

O caminho da Yoga

Tudo isto estaria de fato coerente até me deparar com a parte mais profunda da Yoga, digo a Kriya Yoga,1 esta ciência espiritual que nos conecta a Deus, nosso Criador! E aprender que somos sim 100% responsáveis por tudo o que nos acontece aqui, agora, no passado remoto (ou não) e para todo o sempre. Destino existe sim e um só: a Fonte.

Infelizmente, ou felizmente, não adianta de nada encontrar explicações na providência dita Divina ou naqueles Mestres e Gurus que já se foram e estão ao lado do Pai… Então, a quem poderíamos culpar pelos nossos atos além de nós mesmos? Você mesmo, ou melhor, sua essência que é a alma.

Saiba desde já que ela é a única razão de você existir. É também a única que faz a ponte destes mundos aparentemente incomunicáveis, de mistérios insondáveis aos olhos da realidade puramente material.

É ela, portanto, que precisa ser estudada, entendida a fundo e cientificamente! É a ela que devemos render nossa fé, digo a “raciocinada” e não a “cega” que somente cerceia os indivíduos, as comunidades religiosas e tudo que nos cerca…

            Não me considero um sujeito assim areligioso. Somente defendo a liberalidade de pensamento que propicia a “busca insondável” da Verdade por aqueles que ainda não encontraram a sua fórmula única para uma vida próspera em todas as suas dimensões: material (mental e física neste caso), afetiva (ou emocional) e espiritual (do domínio das almas).

§

Depois de tantas perambulanças nas sendas das crenças humanistas, ora como filósofo, ora como crente, ora como historiador, ora como cientista, mas sempre um racionalista convicto, acho que só agora consegui me reconciliar verdadeiramente com Deus.

Para continuar a leitura, caro leitor, é preciso que admita apenas as duas únicas premissas existenciais do sistema Kantiano:2 1. Deus existe; 2. Somos uma alma. E ao perscrutar seus mistérios, irá descobrir uma nova maneira de encarar a vida: seus percalços e legados, como interagir com outros seres (conscientes ou não), com a natureza, o universo e, o mais importante, como render graças ao Criador, o Deus único que está em cada um de nós!

Não gosto do termo metafísico, espiritual, transcendental, esotérico, astral e tantos outros de origem religiosa ou não (mesmo os agnósticos e ateus) utilizados para retratar algo que sempre foi conhecido, desde os primórdios pelos sábios iluminados da Índia ou na antiguidade greco-romana, simplesmente por Yoga ou filosofia, cujo propósito maior é a eterna busca do homem pela autorrealização. Eu a chamo de teoria da CULTURA DE VALOR.

Créditos:

Autoria por Ricardo Barreto

Da obra no prelo CULTURA DE VALOR: uma dialética introspectiva

Gostou? Mãos ao BUZZ nas redes!

Saiba mais:

1. Segundo a Sociedade de Autorealização, entidade fundada por Paramahansa Yogananda em 1920, a Kriya Yoga consiste em técnicas avançadas de meditação, cuja prática regular conduz à união com Deus e à libertação de todo tipo de escravidão da alma. É a técnica régia ou suprema de yoga, a união divina. Para mais detalhes acesse AQUI

2. Destaco aqui a introdução por Marilena de Souza Chaí, em Vide e Obra de Immanuel Kant, de Os Pensadores, São Paulo, Editora Nova Cultural, 2000. 

Sobre a ÉTICA EVOLUCIONISTA (parte II)

Extraído do prefácio da obra ÉTICA EVOLUCIONISTA: a razão da moral

#ricardobarreto #éticaevolucionista #filosofia #ética #henribarreto #prefacios #escândalos #códigosmorais #moral

Chamo a atenção dos leitores para o título da obra “Ética Evolucionista: a Razão da Moral”, o qual diz per si que a ética é dinâmica e que leva à compreensão da moral.

Podemos também observar que houve uma preocupação de pesquisar e citar autoridades clássicas e atuais da ética e moral que balizaram seu trabalho, procurando transmitir as diversas opiniões sobre o assunto e que contribuíram para a evolução do ser humano.

Desta forma, para analisá-la, necessário se faz antes de mais nada uma menção aos mais antigos códigos morais da humanidade.

Códigos morais

Através das religiões tribais, ainda presentes em nossos dias, podemos vislumbrar as virtudes esquecidas pela civilização de hoje, que o homem procurou regular diante da sociedade através da mitologia e da metafísica. 

Historicamente, podemos afirmar que os mais antigos códigos morais, como o de Hamurabi, preconizavam a vingança social do “olho por olho dente por dente” e influenciaram nossa civilização de hoje. 

Entretanto, foi o judaísmo que nos deixou o maior legado, através dos “dez mandamentos de Deus”, considerado o maior código de conduta do homem, o qual Jesus preconizou seu cumprimento e o resumiu na lei universal do amor, hoje sacramentada por todas as religiões cristãs.

Ética e moral

Neste ensaio filosófico, o autor procurou mostrar a diferença entre ética e moral, exemplificando-as de maneira simples e atual, sem dogmatizar ou se prender a termos filosóficos e definições cansativas.

Percebe-se, igualmente, sua independência quanto às diversas correntes filosóficas e religiosas, procurando enfatizar aquelas que agem de maneira mais racional e livres de preconceitos ou dogmas, que interfiram no livre arbítrio e na liberdade de pensar.  

Outro aspecto interessante de seu ensaio é o de mostrar a atual tendência de globalização social, política e econômica, devido ao avanço da ciência nestes últimos séculos; demonstra ainda estarmos muito longe do avanço ético-moral idealizado.

Escândalos pra quê?

Foram abordados escândalos e aspectos bem atuais como a estética e a netica (ciência da informação), assim como um assunto muito em voga nos dias de hoje, que é a ética aplicada na política.

Um exemplo de corporativismo antiético, citado pelo autor, foi o do escândalo da Parmalat, ao qual poderíamos acrescentar outros como o da indústria armamentista, tabagista e farmacêutica, fabricantes de armas destruidoras, cigarros, a talidomida e o agente laranja, drogas estas que mataram e continuam matando milhões de pessoas. 

Não podemos nos esquecer que escândalos políticos foram fartamente registrados na antiga Grécia e Roma, como também por um de nossos mais brilhantes políticos: Rui Barbosa.1

Mediante tanta imoralidade, vamos agir e lembrar um dito de Luther King,1 em defesa dos justos e da não violência, a saber:

“O que mais me preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética; o que mais me preocupa é o silencio dos bons”.

§

Assim, todos nós, leitores, podemos acompanhar, neste ensaio, a evolução sob os seus dois aspectos essenciais, ou seja, o existencial e o moral nos diversos campos da ciência.

Gostaríamos de finalizar a leitura deste trabalho acrescentando um antigo preceito de que “nada imoral pode ser justo e nada injusto pode ser Moral”. Assim sendo, toda lei ou regra justa deve fundamentar-se na ética e na lei moral.

Campinas-SP, primavera de 2007

Por Henri B. F. Barreto, meu pai, químico pesquisador e profundo conhecedor da doutrina espírita!

Créditos:

Autoria por Henri Barreto. Edição por Ricardo Barreto

Gostou? Mãos ao BUZZ nas redes!

Saiba mais:
  1. Barreto, Ricardo de Lima, ÉTICA EVOLUCIONISTA: a razão da moral, 1a ed. Editor-Autor, 2008.

Sobre a ÉTICA EVOLUCIONISTA (parte I)

Extraído do posfácio da obra ÉTICA EVOLUCIONISTA: a razão da moral

#ricardobarreto #éticaevolucionista #filosofia #ética #poetasbrasileiros #silvabarreto #posfacios #livre-pensamento #éticacientífica #éticareligiosa

Nada mais feliz foi a decisão do moço Ricardo de Lima Barreto, ao escolher para o pórtico desta obra a figura magistral de Rui Barbosa, um dos maiores pensadores brasileiros. Foi uma espécie de decisão mística, ao invocar inspiração para um trabalho literário repleto de locuções lítero-filosóficas.

Seria muito mais fácil apreciar esta obra se ela não tivesse nenhuma conotação com os mistérios da vida. Entretanto, não é o caso presente. A profundidade de suas pesquisas, principalmente na área da metafísica, da ética e da moral, obriga-nos aguçar nossa mente nas raízes dos conceitos. Se assim não fizermos, seremos arrastados pela torrente de seu raciocínio e, conseqüentemente, pelas suas conclusões.

Recomendo a leitura, com carinho, dos referidos capítulos, “Ética Científica e o capítulo neológico Nética, cujo valor está nas análises meticulosas que o autor fez, principalmente neste último onde fez várias indagações, duvidando que as informações obtidas possam contribuir para a nossa felicidade (Leia o meu poema “A Procura da Felicidade”, onde, como poeta a encontrei).

Sobre o livre-pensamento

O conceito mais profundo aqui examinado foi o metafísico do “Livre Pensamento” que eu, um antigo ATEU, passei para o materialismo para evoluir e me fixar, finalmente, na moderna filosofia do “Livre Pensamento”.

Não se trata, na realidade, de um “Pensamento Livre”, mas, sim, de um “Livre Arbítrio” para apreciação de cada preceito religioso sem interferir ou condenar os fundamentos filosóficos de cada um, desde que praticados fielmente e, principalmente, sem fanatismo que constitui um execrado mal de todas organizações sociais e religiosas.

Luto pela perfeição de todos os preceitos sadios que regem uma sociedade humana, sejam eles de caráter físico ou metafísico. Até um Código de Hamurabi, com seu princípio feroz do “olho por olho, dente por dente” poderia ser melhor interpretado e adaptado à velha Mesopotâmia sem a filosofia da “Justiça Vingativa”.

O que mais me impressionou, conforme já disse anteriormente, foi sua perspicaz análise do denominado “Livre Pensamento”, corrente filosófica que eu abraço e que combate o maior inimigo da liberdade religiosa – o fanatismo.

Sobre a matéria, Ferrater Mora, no seu Dicionário de Filosofia vol. II, pág. 57, muito bem a apreciou. Diz ele que o termo Livre Pensador pode tomar dois sentidos: um amplo e outro restrito.

No primeiro sentido chama-se “Livre Pensador” todo aquele que não aderiu a um determinado dogma. Nesse sentido são os libertinos, os libertários, ou seja, anarquistas, inimigos de todo governo, não entendidos como sectários, que segue uma seita. No segundo sentido se chama “Livre Pensador” os diversos grupos de pensadores dos séculos XVII e XVIII, especialmente na Inglaterra e na França.

A característica predominante dos “Livre Pensadores” franceses e ingleses era predicar a tolerância religiosa e aplaudir o racionalismo. Os livre pensadores em questão rechaçaram, quase sempre, os mistérios sobrenaturais e os dogmas das Igrejas oficiais; às vezes admitiam um cristianismo primitivo, em seu entender mais puro. “A veces opusieron el Estado a la Iglesia como medio de fomentar la tolerância religiosa” (Ibidem).

Sobre a ética religiosa

Todas as religiões tiveram, como preceito positivo, a prática do bem. O fanatismo, entretanto, destruiu, em quase todas, este preceito ético, desvirtuando-as.

Em um dos capítulos o autor desta obra exalta a caridade como sendo o maior legado do ser humano. Sempre professei uma filosofia contrária à caridade. Sobre o assunto escrevi:

“A caridade é a maneira pela qual compensamos nossas faltas, dando a algum mendigo as sobras de nosso prato. Se sonhamos com o céu, ela visa a compra de um passaporte para esse Paraíso após a morte. Se nele não acreditamos, nada mais representa do que uma descarga do peso de nossa consciência, porque a esmola é um vilipêndio, é um ultraje à honra de que foi vencido na luta pela vida por aquele que a natureza dotou com superior capacidade física e mental”.

Sobre a ética científica

Não poderemos afirmar que, neste trabalho, há o melhor e o pior capítulo porque o autor primou pela busca da perfeição em todos eles. Entretanto, eu, particularmente, prefiro o capítulo “Análise V – Ética Científica”, de inspiração Nietzschiana como de conteúdo mais profundo e sem qualquer afirmação discordante de meu entendimento.

No capítulo “Ética Científica”, o autor expõe as muitas iniqüidades cometidas contra aqueles que ousassem pensar além dos limites impingidos pela “Santa Igreja”. Taxados de bruxos, muitos cientistas foram considerados hereges pela Igreja Católica e queimados vivos nas fogueiras por causa de suas ideias tidas como revolucionárias.

A este respeito foi publicado, recentemente, um livro do Acadêmico Arnaldo Niskier, ex-presidente da Academia Brasileira de Letras, “Branca Dias – O Martírio”, muito ilustrativo que merece ser lido por todos que desejam conhecer a verdade histórica da Inquisição, mancha negra de um período do falso cristianismo que contrariou a pregação do próprio Cristo.

§

O valor deste livro está na profundidade analítica dos temas que o autor, bem novo, avançou com coragem em busca de soluções, principalmente filosóficas e religiosas.

Finalizando o presente Posfácio, já muito longo, não poderei deixar de reconhecer a bem elaborada análise das duas principais proposições: A ÉTICA E A MORAL.

Acredito, piamente, no êxito desta publicação, sem entrar nas apreciações Kardecistas de um dos capítulos e do Prefaciador.

São Paulo, primavera de 2007

Por Silva Barreto, meu avô, procurador do estado de São Paulo, profundo intelectual e POETA aclamado, com mais de 20 livros publicados!

Créditos:

Autoria por Silva Barreto. Edição por Ricardo Barreto

Gostou? Mãos ao BUZZ nas redes!

Saiba mais:
  1. Barreto, Ricardo de Lima, ÉTICA EVOLUCIONISTA: a razão da moral, 1a ed. Editor-Autor, 2008.

GRISHA

#ricardobarreto #éticaevolucionista #filosofia #ética #comportamentoético #paixão #conjecturadepoincaré #fieldsmedal

Após discorrer sobre os mais variados temas que encerram a ética como questão central, gostaria que o desfecho nos remetesse ao ato de “filosofar”, no sentido mais nobre da palavra…

Para o Dalai Lama, a vida se resume a uma constante busca pela felicidade, a qual não pode ser outra coisa senão a satisfação das paixões ou ambições.

É exatamente neste ponto que se encerra o cerne do que fazemos: quem não tem paixão pela vida, em verdade, já deixou de vivê-la! Nunca devemos perder esta motivação, nem sequer pelos mais insondáveis motivos…

Verdadeira paixão

A paixão de que falo não é aquela de um romance profundo, nem tampouco do novo emprego que invariavelmente nos empolga por algum tempo, outrossim a paixão gerada por aqueles atos singelos que muitas vezes nos passam despercebidos na correria do dia-a-dia.

Falo da luz do sol que esquenta a pele nos dias de inverno, da brisa refrescante batendo no rosto ao entardecer, do sabor inigualável de um pãozinho francês “fresquinho” que acabou de sair do forno, da chuva que cai sobre as plantas no início da noite exalando um aroma indescritível!

Preze-se, caro leitor, o fato mais elementar de estarmos vivos, com os sentidos aguçados (ou mesmo parte deles) que nos permitem este salutar intercâmbio de energias e sensações.

Paixão. Um dádiva da “mãe-natureza” que nos revela a perfeição e imutabilidade das leis que a regem, causa e efeito, obra do Criador.

Mas como as paixões humanas (as ilusórias) nos motivam? Quais são seus efeitos e como nos controlar diante deles? Eis o segredo da verdadeira felicidade. Não há dúvidas de que as paixões descontroladas podem ser prejudiciais à nossa vida, sob os mais diversos aspectos.

Retro-análise mental

Para evitar tais desatinos, sempre que estivermos apreensivos sobre o que fazer, seja numa decisão profissional ou até mesmo numa discussão familiar, cabe um momento de autorreflexão.

Pare, respire fundo e avalie a situação antes de reagir. Esta é uma atitude introspectiva e não deve ser compartilhada no momento em que acontece. Então, sem pressa, proceda à seguinte retro-análise mental:

  1. Qual reação eu poderia ter? Pelo menos 3 alternativas;
  2. Para cada reação, ache uma paixão correspondente;
  3. Descubra que tipo de sentimento está por trás dessa paixão;
  4. Eleja a mais coerente com seus princípios éticos e morais;
  5. Reaja então em sintonia com a sua Consciência.

Parece ser um procedimento simples, mas garanto que, se todos o fizessem antes de tomar uma atitude intempestiva, não sofreriam as consequências trágicas de um desatino que pode abalar irreversivelmente suas vidas…

Comportamento ético

Em meados de 2006, veiculou-se na imprensa uma notícia nem um pouco comum. Chamou-me especialmente atenção o título: “Gênio Russo Rejeita Nobel da Matemática”.

Este indivíduo chama-se Grigory Perelman. Figura tipicamente “nerd”: ruivo, barbudo, com seus trinta e poucos anos na época que trabalhava anonimamente no Instituto de Matemática Steklov em São Petersburgo.

Seu feito: simplesmente resolveu aquele que é considerado um dos sete maiores problemas matemáticos do milênio, a Conjectura Poincaré. Só para se ter uma idéia do que este feito pode representar para a humanidade, segue um trecho da referida reportagem:

“A resolução de Perelman tem profundas implicações para ciência. Segundo especialistas, ela permite que se faça um catálogo de todas as formas tridimensionais possíveis no universo, o que significa que poderíamos descrever a forma do próprio cosmos”.

Durante um século, cientistas de todo mundo tentaram, em vão, resolvê-la. Por sua vez, “Grisha” (seu pseudônimo) alcançou a resolução em nada menos do que 34 páginas e, ao invés de publicá-la em uma renomada revista científica, optou tão-somente por divulgá-la na web para o domínio público em novembro de 2002.

 O que tanto nos choca, sem sombra de dúvidas, é o seu desprendimento das devidas honrarias pelo feito, tendo negado aquele que é considerado o Nobel da matemática: o prêmio Fields Medal (e mais o equivalente a 1 milhão de dólares em sua conta bancária).

§

Pessoas como Grisha, assim como Cristo, Da Vinci, Ganghi, Einstein, entre outros pouquíssimos exemplos, agem por paixão (a verdadeira) e não por dinheiro, reconhecimento ou qualquer outro tipo de recompensa ilusória.

Segundo sua lógica, o problema foi resolvido, visando o bem da maioria (o grande intuito da ética) e isso é tudo que o mais interessa. Alguns, fatalmente, podem falar: “utópico demais”. Eu digo: sem palavras! Pena que o dom da genialidade conjugado com caráter é para muito poucos, os eleitos…

Créditos:

Autoria por Ricardo Barreto

Gostou? Mãos ao BUZZ nas redes!

Saiba mais:
  1. Barreto, Ricardo de Lima, ÉTICA EVOLUCIONISTA: a razão da moral, 1a ed. Editor-Autor, 2008.
  2. Cutler, H.C. A Arte da Felicidade, 2000, Martins Fontes, 17.
  3. Portal do jornal O Estado de São Paulo: estadao.com.br (acessado em 22 de agosto de 2006).

Parábola da vizinha fofoqueira

#ricardobarreto #livrovivo #parábolas #contos #filosofia #sabedoria #sábios #vidaalheia 

FORMATO DO CONTEÚDO: blog post

TEMPO DE LEITURA: 00:01:03

GÊNERO LITERÁRIO: contos

Prezados anciãos, esta é uma daquelas “estórias” que põem a gente para pensar… Eu a ouvi há muito tempo, em alguma palestra que já não me lembro nem sequer do tema, mas daquela singela mensagem de cunho moral nunca mais me esqueci!

Era uma vez uma dona de casa muito fofoqueira que, certo dia,  iria receber a visita inusitada de um sábio. Quando chegou, ela recebeu-o cordialmente e já logo soltou a “língua felina”, contando os podres da vizinha:

_ Todo dia, quando acordo, tenho que aturar a vista das suas roupas imundas no varal! Acho que ela não deve usar nem sabão em pó!!! Suas roupas estão sempre tão encardidas… Veja lá você mesmo?

O sábio olhou em direção à janela, analisou a cena e disse:

_ Minha senhora, empreste-me um pano limpo.

Ela o emprestou de imediato. Ele foi até a janela calmamente, limpou a vidraça e disse:

_ Veja agora com seus próprios olhos.

A mulher ficou olhando, atônita! Então ele continuou:

_ Não é a roupa dela que está suja e sim a sua vidraça…

Na vida, é assim mesmo. Nós vivemos enxergando somente a “roupa suja” dos outros e não nos lembramos de limpar a própria!

A filosofia, portanto, se encaixa muito bem no papel do sábio, nos ajudando a ter mais consciência de nós mesmos, ao invés de ficarmos atentos somente aos defeitos dos outros. Salve os sábios, salve a sabedoria!

 Créditos:

Autoria por Ricardo Barreto

Conteúdo exclusivo de ricardobarreto.com

Gostou? Mãos ao BUZZ nas redes sociais!

Saiba mais:
  1. Barreto, R. L. LIVROVIVO: 2000-2002, 1a ed., Editor-Autor, 2003.

Ética evolucionista – parte II

#filosofia #ética #éticaevolucionista #ricardobarreto

FORMATO DO CONTEÚDO: blog post

TEMPO DE LEITURA: 00:02:01

Sobre a ética, afinal, qual é o real significado desta palavra de que tanto ouvimos falar? Os dicionários e as enciclopédias, em geral, costumam defini-la como “uma parte da filosofia que aborda os fundamentos da moral”.

Ao analisarmos sua raiz etimológica, constata-se que a palavra ética deriva do grego ethike que significa moral. Sendo assim, poder-se-ia concluir, a priori, que ética e moral são basicamente “os dois lados da mesma moeda”…

Nunca é tão simples assim! Existe uma sutil diferença que poucos enxergam, mas nem por isso devemos negligenciá-la. Pelo contrário, tentar-se-á, outrossim, diferenciá-las aqui de forma inequívoca.

Moral versus ética

A moral seria tudo aquilo que deriva dos princípios religiosos, enquanto que a ética emana das regras de conduta que regem a sociedade, sem necessariamente possuir uma ligação com esta ou aquela religião…

É importante frisar ainda que, assim como existe uma ética pessoal que rege a relação entre os indivíduos, também há uma ética institucional que contempla a relação entre as instituições.

Deve-se observar que as relações entre governos, empresas, ONGs e universidades, invariavelmente, afetam as pessoas e não podem assim ser tratadas de forma independente. Estão relacionadas e são de extrema importância para harmonia da sociedade como um todo!

Ciência, filosofia ou religião?

Desde os primórdios da civilização, o campo da moral sempre esteve diretamente relacionado com a religião, entretanto, coube à filosofia, no devido momento, dar-lhe um tratamento mais racional e menos impositivo…

O legado moral de Jesus Cristo, que deu origem ao Novo Testamento, passou posteriormente por inúmeras “análises críticas”, dentre as quais pode-se destacar o crivo da razão de São Paulo, Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, antes de consolidar o catolicismo tal como o conhecemos na atualidade…


Independente de credo, seria impossível negar outras doutrinas religiosas como o judaísmo, islamismo, hinduísmo e o budismo, todas com um papel extremamente profícuo à humanidade, proporcionando considerável evolução moral dos indivíduos, donde podiam sorver os princípios necessários ao seu crescimento pessoal e interpessoal.


Nos últimos séculos, entretanto, tem-se observado uma transição gradativa desse modelo para o humanismo, começando pelos movimentos de reforma religiosa, seguidos pela eclosão da ciência moderna, o comunismo e, mais recentemente, com o avanço da globalização política, econômica e social na onda do neoliberalismo… Surgem, afinal, as primeiras “tecnorreligões”!

O que é uma “tecnorreligião”?

As pessoas estão, de certa maneira, caminhando para um “ecumenismo”, regidas pelas suas próprias necessidades materiais e espirituais e não mais impingidas por dogmas religiosos. Está se formando, aos poucos, uma sociedade de livre-pensadores!

Não mais no sentido original do termo, propalado pelos liberalistas do século XVIII, mas resgatando-o com o intuito de cunhar os indivíduos libertos dos preconceitos impostos invariavelmente pelas instituições religiosas que acabam cerceando o intercâmbio de ideias e comprometendo o crescimento interpessoal.

Indo além do neoliberalismo, a “tecnorreligião” propalada recentemente por Yuval Harari exprime o humanismo ligado à evolução tecnológica, numa fusão perfeita do conceito de HOMO DEUS !

Seja “livre-pensador” ou  HOMO DEUS, o fato é que este não é necessariamente cético, nem materialista, muito menos ateu! Somente assume uma postura dita “areligiosa” para poder estar sempre aberto ao aprendizado e aproveitar as oportunidades oriundas das novas tecnologias, sem amarras ao verdadeiro livre-arbítrio…

 

Em vista dos desafios impostos pelo novo milênio, cabe-nos a tarefa de fazer um estudo elucidativo sobre a ética e suas implicações evolutivas, fundamentando seus princípios filosóficos e morais, os quais serão aplicados em 7 áreas emblemáticas, nas sendas da política, sexo, religião, ciência, estética, bem como nos mundos “virtual” e corporativo.

Estes não são “os 7 pecados capitais”, mas foram escolhidos propositalmente para representar os aspectos que considero de suma importância aos que se interessarem pela busca da compreensão de cada uma das indagações supracitadas, de modo que o Leitor possa, ao final, estabelecer suas próprias respostas através da experiência pessoal e intransferível…

Créditos:

Autoria por Ricardo Barreto

Conteúdo exclusivo de ricardobarreto.com

Gostou? Mãos ao BUZZ nas redes sociais!

Saiba mais:

  1. Barreto, Ricardo de Lima, ÉTICA EVOLUCIONISTA: a razão da moral, 1a ed. Editor-Autor, 2008.
  2. Harari, Yuval Noah, Homo Deus: uma breve história do amanhã, 1a ed. Companhia das Letras, 2016.

Ética evolucionista – parte I

#filosofia #ética #éticaevolucionista #ricardobarreto

FORMATO DO CONTEÚDO: blog post

TEMPO DE LEITURA: 00:02:17

Quando tive a ideia de escrever sobre ética, imediatamente lembrei-me de um filme que havia assistido muito tempo atrás, cujo enredo, de alguma forma, tinha me influenciado sobremaneira no “turbilhão da adolescência” !

Este filme se chama Waytt Earp e foca na história da vida de um famoso delegado americano que vivia nos tempos do “velho-oeste”, uma época em que a justiça ainda era feita, em boa parte, pelas próprias mãos…

Fiquei muito impressionado não pelo roteiro em si, outrossim, pela mensagem de honra e bravura, por sinal muito bem protagonizada pelo ator Kevin Costner.

Recordo-me até hoje das palavras do seu pai, interpretado por ninguém menos que John Wayne, quando disse o seguinte para toda a família, num fatídico almoço de domingo e em tom de severidade:

Meus filhos, o mais importante na vida de um homem é estabelecer o quanto antes o que ele é para só depois decidir o que quer da vida…

Naquela época eu nem tinha a “maturidade intelectual” suficiente para refletir em profundidade sobre os ensinamentos de um Sócrates, através da preciosa apologia deixada por Platão, mas felizmente a mensagem estava dada.

Mais socrático: impossível! Só por isso, hoje, eu escrevo sobre ética…

Com certeza muito já se falou sobre este tema e, sem sombra de dúvidas, muito ainda se falará. Entre os inúmeros trabalhos já publicados, de diversas épocas e povos, pode-se citar, como exemplo basilar, a obra de Spinoza: Ética.

Este tratado foi escrito em latim, no final da sua vida, e publicado somente após a sua morte. Nele, o grande filósofo expõe seu primoroso “sistema metafísico”, procedendo através de axiomas, definições e demonstrações. Lindo, não é mesmo!?

Àqueles que quiserem se enveredar mais profundamente sobre o assunto, recomendo fortemente o seu trabalho como ponto de partida. Caso contrário, apenas sigam-me pelas reflexões que se seguem (na sequência de blog posts) e poderão ter ao menos uma amostra da sua relevância, contextualizada aos nossos dias…

Primeiramente, deve-se ressalvar que enquanto houver uma sociedade composta de indivíduos e instituições que se relacionam entre si, as mais variadas questões éticas estarão sempre em voga para delinear os limites morais dos relacionamentos humanos e institucionais.

Eis aí o seu importante e único propósito!


A concepção ética é uma experiência única, singular a cada indivíduo, resultante de todas as suas vivências pessoais e coletivas. São os pressupostos morais que determinarão o seu caráter, a razão dos seus juízos e das suas decisões.


Isto posto, urge aqui que se reflita sobre as seguintes indagações (nossos 2Qs e 3Cs):

  1. Qual é a natureza da ética?
  2. Qual é a sua ética pessoal?
  3. Como conceber um juízo moral?
  4. Como tomar uma decisão ética?
  5. Como levar uma vida socialmente ética?

Muito bem. São estas as questões cruciais à evolução do ser humano, na medida que o conduzem naturalmente ao AUTOCONHECIMENTO, permitindo-lhe traçar o seu próprio código de conduta ética e moral.

[na sequência de posts também versaremos sobre a distinção entre estes conceitos]

Enfim, mas não por último, cabe salientar que no convívio social torna-se mister a adequação dos seus princípios aos padrões éticos vigentes. É o que chamamos de “estado de coerência ética” ! Como anda a sua? Apenas para reflexão…

Só assim, o indivíduo estará apto a tomar decisões não-conflitantes e conceber “juízos morais” consoantes com a sua Consciência, o que é fundamental ao seu equilíbrio psico-social.

Créditos:

Autoria por Ricardo Barreto

Conteúdo exclusivo de ricardobarreto.com

Gostou? Mãos ao BUZZ nas redes sociais!

Saiba mais:

  1. Barreto, R. L. ÉTICA EVOLUCIONISTA: a razão da moral, 1a ed., Editor-Autor, 2008.
  2. Platão, Diálogos: Apologia de Sócrates, 1996, 2a ed., Editora Nova Cultural, 63-97.
  3. Baruch, de Espinosa, Ética, 1973, 1a ed., Editora Abril, 79-307.

Uma crise de valores

#filosofia #ciência #valores #ricardobarreto

FORMATO DO CONTEÚDO: blog post

TEMPO DE LEITURA: 00:02:33

Milhares de anos se passaram desde as primeiras discussões filosóficas, preconizadas por Sócrates, na famosa praça do conhecimento: Ágora. Mas será que as pessoas atingiram o estado de felicidade pelo qual têm lutado incessantemente desde os primórdios da existência?

Sem dúvida que não. Mas então no que conseguimos progredir ao longo de todo este tempo? É certo dizer que muito no âmbito das “coisas materiais”, no entanto, cabe ressaltar que estas conquistas somente nos proporcionaram conforto e nada mais…

Nos primeiros capítulos do terceiro milênio, a humanidade “engatinha” no que diz respeito à evolução intelecto-moral. O dinheiro ainda é sinônimo de poder e os ditames de Maquiavel nunca tiveram tamanha força!

São as grandes organizações empresariais que ditam as diretrizes político-econômicas dos países, enquanto que a desigualdade social é a “sombra” que assola o aparente desenvolvimento de alguns poucos que persistem nos mesmos erros…

Por outro lado, o progresso científico-tecnológico parece ter atingido seu ápice: a comunicação global instantânea, hoje, é uma realidade. A era da robótica e da engenharia genética saíram do campo da ficção e a economia pulsa na onda do “neoliberalismo” que, dentro de um contexto puramente capitalista, é mais do que natural…

Entretanto, apesar de todo este aparente desenvolvimento, o que se tem visto é uma crise existencial generalizada de valores.


As pessoas lutam com “unhas e dentes” por bens materiais, os quais depois de conquistados perdem o valor. A felicidade é efêmera e a chaga do século XXI contagia mais os ricos que os pobres, ela é a depressão e vem regada por muita ansiedade!


Muitos de nós, em virtude do ritmo acelerado da vida moderna, perdemos a paixão pela vida. Passamos a acordar e dormir sem agregar nada de bom, enfim, viramos autômatos! E o que é pior: somos totalmente conscientes disso…

O novo papel da filosofia, mais forte que nunca  (mesmo que não pareça para muitos), é o de resgatar os valores espirituais, ou melhor, os valores da Consciência, dando sentido ao conhecimento.

Certa vez, li uma frase (não me lembro ao certo onde) que de alguma forma mexeu muito comigo, lá no âmago mesmo… Ela dizia mais ou menos assim:

A maior qualidade de um filósofo é que ele pode possuir apenas um pequeno bem material, no entanto, sabe enriquecê-lo de valor.

Vê-se, portanto, que a verdadeira riqueza de um homem é a sua formação intelecto-moral, haja vista que esta é pessoal e imperdível. Lançamos mão aqui a uma sequência de citações que, ao meu ver, exprimem a epifania do ser pensante!

Em suma, ser filósofo, segundo Thoreau:

Não consiste meramente em ter sutis pensamentos, nem em fundar uma escola, mas em amar a sabedoria tanto quanto a própria existência, acomodada a seus ditames, uma vida simples, independente, magnânima e confiante.

Exorta-nos ainda Bacon o seguinte:

Devemos primeiro buscar as coisas do espírito, pois o resto será suprido, ou melhor, não sentiremos sua perda.

Fechando com esplendor, Will Durant nos lembra com propriedade que:

O que ficou foi o especialista científico que conhece mais e mais a respeito de menos e menos e também o especulador filosófico que conhece menos e menos a respeito de mais e mais.

Nossa missão, portanto, é buscar o equilíbrio dessas qualidades e despir a filosofia dos devaneios pseudo-sábios, lembrando-nos da simplicidade e eficiência de seu maior ícone: Sócrates. Mas fiquem tranquilos que o sacrifício com a cicuta não se faz mais necessário, não desta forma… É mais propriamente um suicídio intelectual!

Créditos:

Autoria por Ricardo Barreto

Conteúdo exclusivo de ricardobarreto.com

Gostou? Mãos ao BUZZ nas redes sociais!

Saiba mais:

  1. Barreto, R. L. LIVROVIVO: 2000-2002, 1a ed., Editor-Autor, 2003.
  2. Durant, W. História da Filosofia, 1926, 2a ed., p. 1.