Princípios morais e éticos – parte II

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A ética faz parte da filosofia, matéria esta que vale a pena conhecer mais a fundo, haja vista que é não só o germe de todas as ciências, mas também a condição essencial para que o ser humano atinja sua tão almejada plenitude consciencial!

Este estado, tão obscuro e distante para muitos, principia pelo esforço propalado na Grécia antiga por Sócrates na forma popular do “conhece-te a ti mesmo”…

Esta máxima, por si só, corporifica boa parte do que se precisa saber para discorrer sobre qualquer tipo de análise ética. De qualquer forma, não pudemos deixar de lançar aqui as nossa próprias bases… Confiram!

Para que serve a filosofia?

Etimologicamente, a palavra filosofia significa o “amor à sabedoria”, muito embora seu real conceito seja a busca do discernimento, a compreensão do propósito das nossas existências e das leis que regem o universo. Acontece que esse entendimento da nossa natureza mais íntima e do nosso papel no universo está bem longe do trivial…

Quantos não foram os grandes pensadores que já não o tentaram além de Sócrates? Platão, Santo Agostinho, Spinoza, Nietzsche, Sartre, etc. E chegaram, quando muito, num sistema “falho ou incompleto” que logo seria contraposto por outro grande pensador.

Isto se dá, em verdade, porque não existe uma teoria única capaz de sistematizar leis e princípios genéricos, que nos levem mais rapidamente à sabedoria e felicidade. Esta é uma condição peculiar a cada indivíduo, dependendo exclusivamente da sua trilha evolutiva, galgada pelas experiências pessoais e na capacidade de aprendizado.

O que é, afinal, a felicidade?

O filósofo Epicuro buscou a tão sonhada felicidade aqui mesmo no plano físico, idealizando o “jardim dos prazeres”, onde a liberdade das paixões propiciasse um meio de ascensão espiritual…

Por sua vez, Platão pensava de forma diametralmente oposta, plasmando formas abstratas, onde a beleza suprema seria  possível, conquanto soubéssemos concebê-la no “mundo das ideias” !


A sabedoria está intimamente relacionada com a felicidade de cada um, a qual pode ser definida como sendo um estado de contentamento, caracterizado pela satisfação de todas as vontades ou desejos.


Muitas pessoas, todavia, se distanciam do processo de autoconhecimento em busca da felicidade ao estabelecerem vontades, ou paixões, que transgridem os limites da ética, contrapondo os interesses dos seus semelhantes.

Neste ponto, gera-se um “conflito consciencial”, pois a satisfação da sua vontade significa o prejuízo da vontade de outrem e a ética prima justamente pelo bem estar do maior número possível de pessoas…

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O grande “elixir” da filosofia, portanto, é o discernimento intrapessoal e transpessoal, capaz de equilibrar as nossas vontades com o meio social, sem contrapô-las ao bem estar da maioria.

Desta forma, mais uma vez enfatizando o cerne do Novo Testamento, além de servir à sua própria satisfação, pode-se almejar, num estágio mais avançado, à satisfação do próximo!

Créditos:

Autoria por Ricardo Barreto

Conteúdo exclusivo de ricardobarreto.com

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Saiba mais:

  1. Barreto, Ricardo de Lima, ÉTICA EVOLUCIONISTA: a razão da moral, 1a ed. Editor-Autor, 2008.

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